ACDME 2 - ESTORIL                                            Junho de 2009

Fotos Rui Queirós    Texto: ANPAC e Ricardo Grilo

 

CPR

O Campeonato Português de Resistência conheceu mais uma dupla jornada, com algumas novidades importantes. Primeiro, a segunda  manga foi disputada no Domingo, juntamente com as outras corridas dos campeonatos nacionais, retirando assim este promissor campeonato do anonimato a que costuma estar confinado. Depois, algumas presenças de peso, oferecem uma crescente credibilidade a esta competição, pois nomes como Bobby Verdon-Roe (multiplo vencedor do FIA GT) e Francisco Cruz MArtins (piloto semi-oficial da Porsche no Campeonato de Itália de GT e concorrente habitual do Le Mans Series) são referências reconhecidas no mundo da endurance.

Mais ainda, o CPR representa o que de mais sofisticado e elegante existe em matéria do desporto automóvel nacional, com carros de Grande Turismo a baterem-se com sport-protótipos, em corridas que se conseguirem reunir mais alguns participantes, facilmente passarão para um patamar ao nível do PTCC. E ainda bem que assim é, pois o interesse das corridas em Portugal não pode estar apenas pendente das corridas de clássicos, até agora o motor da velocidade nacional. Temos a convicção que um campeonato de Turismos e um outro de GT e protótipos, em pé de igualdade, poderão ser a fórmula certa para uma velocidade credível, popular e mediaticamente interessante. Até porque, como ainda agora se pode verificar, pode vencer-se uma corrida do CPR à geral com um carro muito mais barato do que um BMW ou Peugeot do PTCC ou do que um Porsche ou Escort do CPCC.

RG

 

Francisco Cruz Martins e Manuel Sande e Castro, com o Porsche 997 GT3 Cup, venceram na pista, para serem posteriormente penalizados -devido a um erro na paragem obrigatória do "Handicap" -  e remetidos para a 13ª posição da geral. No entanto a jovem dupla deixou muito boa impressão e esperamos que possam regressar para as próximas jornadas do CPR.

O momento da paragem da box é de primordial importância  no resultado final, até porque é aqui que se aplica o regulamentar "handicap" de tempo. Na imagem o "quase clássico" Porsche 911 GT2 de António Nogueira que na versão CPR desenvolve uma potência que rondará uns impressionantes 700 cv.

O jogo dos "handicaps" favoreceu Pedro Estrela que conseguiu vencer a primeira corrida, ao volante do seu Radical SR3...

...e Hugo Pereira, com outro Radical SR3, venceu a segunda.

Um dos carros mais exóticos e interessantes da velocidade nacional será este CVO com motor Honda de 2 litros, aqui partilhado por Luís Pedro Martins ( na foto, com o capacete "Eddy Cheever style") e Serafim Ribeirinho Soares.

Depois de um ensaio na prova de inauguração do autódromo de Portimão, Bobby Verdon-Roe decidiu participar no CPR com o Lister Storm com motor Jaguar V12. O piloto britânico residente em Portugal tem conseguido dominar os seus adversários e apenas a questão dos "handicaps" tem evitado que esse domínio seja ainda mais evidente. No Estoril conseguiu ficar em 4º e em 2º, respectivamente na corrida de Sábado e na de Domingo.
 

 

______________________________________________________________________________________________________


 
CPCC

Porsche e companhia
 
O Campeonato de Portugal de Clássicos Circuitos viu disputada a sua
terceira jornada no Autódromo Fernanda Pires da Silva. No total 23
pilotos inscreveram os seus clássicos de competição para a jornada
dupla organizada pela ACDME no Estoril, dominada de princípio ao fim
pelo piloto Carlos Santos.
 
Partindo da primeira linha da grelha para a primeira manga, Carlos
Santos impôs o seu Porsche 911 RSR à concorrência de Joaquim Jorge, em
Ford Escort RS 1600 e ao Porsche 911 RSR de Kiko Mora para garantir a
primeira vitória do dia, enquanto que na segunda manga seria a vez de
Luís Barros ocupar a terceira posição com o seu Ford Escort. Já José
Gaspar, em Ford Escort RS1600, rubricaria dois sólidos quintos
lugares.
 
Quem parece estar em crescendo de forma é o Porsche 934 de Ribeirinho
Soares, que alcançou a terceira posição na primeira manga, depois de
ter sido obrigado a partir das boxes, recuperando 16 posições. Menos
sorte na segunda manga, que terminou na gravilha no final da Curva Um
do Estoril.
 
Por seu lado Alexandre Guimarães, em Lotus Elan Sprint, demonstrou
forte andamento durante todo o fim-de-semana, pese embora alguns
problemas sentidos na mecânica do pequeno carro inglês, acabando por
rubricar um sexto lugar na primeira manga. Já Jorge Corrêa e Francisco
Abreu, em Ford Capri 3000 GT e RS2600 respectivamente, voltaram a
animar o domingo de provas, terminando a primeira manga em 11º e 12º
lugar, separados por escassos segundos. Francisco Pinto, em BMW 2002,
Domingos Coutinho, em BMW 2800CS, e João Mira Gomes, em Lotus Seven
reeditaram na primeira manga a disputa encetada no Autódromo do
Algarve, terminando em sétimo, oitavo e nono lugares, respectivamente.
 
Fernando Xavier e José Manuel Castro foram os representantes da marca
Volkswagen, inscrevendo os seus modelos Scirocco e 1302S, mas
partilharam o azar mecânico. O mesmo se passou com Pedro Fins que,
depois de um início de corrida muito forte ao volante do seu Lotus
Elan 26R, também foi obrigado a desistir com problemas mecânicos,
deixando a pista mais cedo. Outro dos azarados do fim-de-semana foi
Ricardo Sousa que, para a prova do Estoril esperava melhorar as suas
prestações com a estreia de um novo motor no Porsche 924. No entanto,
problemas de aquecimento ditaram resultados menos conseguidos em ambas
as mangas.


 Texto: ANPAC
 

 

 

Quem não tem um Flat-6 atrás, corre com um Flat-4, também atrás. Fernando Castro apresentou o seu Volkswagen de Grupo 5, todo renovado, mas diversos problemas levaram o carro à desistência.

A partida da primeira corrida, com Carlos Santos, Joaquim Jorge e Kiko Mora nas primeias linhas. O Porsche 934 de Ribeirinho Soares tinha ficado retido nas boxes pelo sinal vermelho e, obviamente, não partiu ao mesmo tempo que os adversários. Mais atrás os dois Lotus Elan de Pedro Pinto e Alexandre Guimarães que deram um verdadeiro espectáculo, com Pedro Fins na 1ª prova e Alex Guimarães na 2ª a rodarem muito tempo à frente de vários Escort BDG...

Ter o pássaro na mão... Serafim Ribeirinho Soares conseguiu resolver os problemas de juventude do seu Porsche 934 e apareceu no autódromo do Estoril disposto a lutar pelos primeiros lugares. Se na primeira corrida, depois de sair das boxes, acabou num expressivo 3º posto, na segunda corrida saiu da segunda linha da grelha, conseguiu desembaraçar-se de Carlos Santos e assumir o comando destacado, até que uma travagem falhada ao fim da recta da meta levou tudo a perder. Mas a volta mais rápida do dia e o potencial evidenciado pelo Porsche são factos que ninguém poderá negar e em breve estará aqui a arma absoluta para o CPCC. Uma nova corrida ao armamento em perspectiva?

Joaquim Jorge aproveitou bem as condições da pista - suja e escorregadia - encontradas na primeira corrida , para fazer a vida difícil a Carlos Santos. No final, um bom segundo lugar em cada uma das provas, atestam o bom andamento do Escort de Penafiel.

Patrão fora... Carlos Filipe Santos aproveitou bem a ausência de Carlos Barbot (e acima de tudo, do Lola T 70 MKIIIb do piloto do Porto) para  impor o Porsche Carrera RSR nas duas corridas do CPCC, apesar da luta movida por Joaquim Jorge e Ribeirinho Soares. Na realidade, podemos estar a assistir ao canto do cisne dos Porsche Carrera RSR, pois em circuitos como o do Estoril, os cerca de 330 a 350 cv  começam a ser insuficientes para os 450 cv do Lola de Sport e para os 600 cv do Porsche 934.

Ricardo Sousa estreou um novo motor no seu interessante "Aurora-Porsche-924-um-dia-talvez-Carrera-GTS" mas o dia não correu da melhor maneira, com recorrentes problemas de sobreaquecimento que prejudicaram o desempenho do conjunto.

Um motor revisto, uma boa "corrida 1" premiada com o 6º lugar da geral e primeiro entre o Troféu Nacional e o motor avariado, seguido de um princípio de incêndio na "corrida 2": eis o fim de semana do sempre rápido Alexandre Guimarães, aqui no momento em que abandonava "o ardente" Lotus Elan.

 

Um acidente nos treinos afastou o Lola de Carlos Barbot da corrida. No entanto, os danos foram mais impressionantes do que graves e a equipa não deverá encontrar grandes dificuldades na reparação do Lola T70 M IIIb. Curiosamente, Barbot tinha nas boxes um outro Lola, mais concretamente um T280 DFV de 3 litros (igual ao primeiro carro do Team Bip, vencedor da primeira corrida de Grande Turismo e Desporto disputada no Autódromo do Estoril em 1972) que agora não pode competir devido as especificidades do regulamento do CPCC que não tem em consideração o passado e a realidade histórica da velocidade nacional.

 

 

 

CPCC1300
 
 
Liderança ao rubro
 
Miguel Ferreira e João Ramos voltaram a repartir as vitórias na prova
do Campeonato de Portugal de Clássicos Circuitos 1300 (CPCC1300),
organizada pela ACDME no Autódromo Fernanda Pires da Silva, no
Estoril, no passado fim-de-semana de 13 e 14 de Junho. No entanto a
concorrência parece estar cada vez mais forte. E com 25 inscritos à
partida, o CPCC1300 recomenda-se.
 
Durante os treinos cronometrados destinados aos carros com cilindradas
até 1300cc João Ramos, em Toyota Starlet, superiorizou-se face à
concorrência de Victor Araújo, em Datsun 1200, e Miguel Ferreira, em
Ford Escort. Porém, os tempos aproximados de António Magalhães, em
Datsun 1200 Coupé, e Carlos Abreu, em Alfa Romeo Sprint, deixavam
entender que a luta pelos lugares da frente ia ser renhida. Fernando
Soares voltou a rubricar um bom tempo nos cronometrados com o seu Mini
Cooper S, provando mais uma vez que os pequenos carros dão-se bem com
a competição.
 
Na primeira manga do dia, Miguel Ferreira cruzava em primeiro a linha
de meta, enquanto que João Ramos guardar-se-ia para a segunda manga,
onde se superiorizou face à concorrência. Vitor Araújo seria terceiro
classificado nas duas mangas, seguido de Carlos Abreu e António Raposo
Magalhães. Partindo da 12ª posição, João Carlos Torres levaria o seu
Datsun 1200 Coupé ao sétimo lugar na primeira manga, desistindo na
segunda.
 
Na categoria reservada às cilindradas menores Miguel Barata, Veloso
Amaral e Cândido Espinha foram os grandes animadores da prova do
Estoril, com destaque para o piloto do Hillman Imp – Veloso Amaral –
que se superiorizou nas duas mangas ao bem preparado Fiat 127 Abarth
de Espinha. Destaque ainda para o novo bólido de Barata, um Datsun
1000, que demonstrou potencial.

Texto: ANPAC

 

João Ramos conseguiu novamente impor o cada vez mais competitivo Toyota Starlet numa da corridas do CPCC 1300, perfilando-se como um sério candidato ao título.

José Filipe Nogueira voltou a alinhar com o Mini 1275 GT "ex-sucata" com o qual já tinha participado no Algarve.

Fruto do aparecimento de carros mais actuais e naturalmente mais competitivos, o Austin Cooper S de Fernando Soares já não consegue chegar-se aos lugares da frente nas provas do CPCC 1300. No entanto consegue vencer na sua classe, como sucedeu por duas vezes neste fim de semana.

 

 

 

JMF FOI O 3º ENTRE OS HISTÓRICOS DE 71

 

 

José Mota Freitas cumpriu os objectivos que havia traçado para a sua presença no Circuito ACDME 2, prova que marcou a sua estreia na pista do Estoril.

 

Dois 12ºs lugares entre os 22 participantes, com dois 3ºs lugares entre os Históricos de 71 e também um 3º lugar no novo BMC Challenge (Classe 2), deverão de facto considerar-se resultados muito positivos, tendo o piloto gostado bastante do traçado da pista do Estoril "a pista mais gira onde guiei até hoje" e também da equipa organizativa da ACDME cujos membros se revelaram "muito simpáticos e profissionais...."

 

Infelizmente, um erro nas classificações finais provisórias, impediu Mota Freitas de subir ao pódio, mas esse facto foi depois corrigido pela organização, colocando o piloto no 3º lugar da sua categoria.

 

O Rapport montado, muito curto, não era o mais adequado para uma pista como o Estoril e os pneus já tiveram melhores dias, mas acima de tudo a participação pretendia uma jornada de convívio desportivo com os melhores resultados possíveis. Isso foi conseguido, tendo o carro ficado intacto no final da prova.

 

Mais ainda, foi para JMF um orgulho competir na mesma prova onde estavam lendas vivas do desporto automóvel, como Veloso Amaral, Miguel Barata, Cristiano Sá Fernandes (ou CRISSAF) e José Filipe Nogueira, antigo participante no Troféu Mini e filho de Joaquim Filipe Nogueira, um dos maiores pilotos portugueses de todos os tempos: "muito simpático, contou-me histórias fantásticas do Pai, especialmente dos Lolas de Formula Ford e do Carrera 6..."

 

Para terminar, JMF não poderia deixar de referir o excelente trabalho que a ANPAC está a fazer na promoção e acarinhamento dos Clássicos, "com realce para o trabalho do Kiko Mora do Paulo Miguel, do Carlos Filipe Santos e do Domingos Coutinho. E o ambiente dentro da pista é óptimo".

 

A próxima prova do Team Mini 2009 será o Circuito de Vila Real a disputar em Julho, em mais uma pista mítica que falta no palmarés de JMF, um dos escassos pilotos, além de Paulo Miguel, que competiram em todos os anos desde a sua criação em 2004, nas provas da antes chamada Taça 1300.

 

 

 

Fotos: Rui Queirós

_______________________________________________________________________

 

Converse connosco:  sportscar_portugal@hotmail.com